Rodrigo Nunes debate em São Paulo sua teoria política a partir de mobilizações populares

Bruce Petersons
Bruce Petersons
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Nos anos 2010, uma onda de mobilizações em massa descritas como “horizontais” e “sem líderes” varreu o planeta, prometendo democracia real e justiça para os 99%. Muitos viram seu subsequente desaparecimento como prova da necessidade de voltar àquilo que um dia se chamou de “questão da organização”. Mas apesar de ser algo tão frequentemente descrito como essencial, a organização política ainda é um campo surpreendentemente pouco teorizado.
Lançado primeiro em inglês pela editora Verso, Nem horizontal, nem vertical – Uma teoria da organização política (Ubu, 400 pp, R$ 89,90), de Rodrigo Nunes, faz uma síntese das lições aprendidas nas últimas décadas e ajuda a pensar o futuro dos projetos políticos. O autor fará três lançamentos em São Paulo a partir desta quarta-feira (21), confira a programação:

21/06 às 19h, Taperá Taperá (Av. São Luís, 187, 2˚andar, loja 29 – São Paulo / SP)
22/06 às 18h, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – São Paulo / SP)
24/6, 10 anos de junho de 2013 na Casa do Povo (Rua Três Rios, 252 – 1º andar – Bom Retiro, São Paulo / SP). Evento com mesas de debate sobre as raízes e os desdobramentos de junho de 2013, realizado pela Autonomia Literária.

No livro, Rodrigo Nunes, professor de filosofia moderna e contemporânea na PUC-Rio, propõe remediar a falta de teoria começando do zero: redefinindo os termos do problema, ele rejeita a confusão entre organização e as formas que ela pode assumir, tais como o partido, e argumenta que a organização deve ser entendida como sempre supondo uma ecologia diversa de diferentes iniciativas e formas organizacionais.
A partir de uma ampla variedade de fontes e tradições que incluem a cibernética, o pós-estruturalismo, a teoria das redes e o marxismo, Nunes desenvolve uma gramática que evita oposições fáceis entre “verticalismo” e “horizontalismo”, centralização e dispersão, e oferece uma abordagem inovadora para reflexões sobre temas tão antigos quanto espontaneidade, liderança, democracia, estratégia, populismo, revolução e a relação entre movimentos e partidos.

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