Bolsonaro participa de fórum sobre o agronegócio em SP

Bruce Petersons
Bruce Petersons
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O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), participou na manhã desta segunda-feira (25) da abertura da Global Agribusiness Fórum 2022, na Zona Sul da capital paulista.

O evento debateu os desafios enfrentados no desenvolvimento do agronegócio no planeta e propôs soluções sustentáveis para a cadeia agrícola. Participaram do fórum os principais líderes políticos, empresariais, pesquisadores e membros da sociedade do agronegócio do Brasil e do mundo.

Ministros como Paulo Guedes, da Economia, Fábio Faria, das Comunicações, e Ciro Nogueira, da Casa Civil, e da Agricultura, Marcos Cordeiro, e da Mulher, Cristiane Britto, também participaram do evento ao lado do presidente da República. O pré-candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também estava presente.

Bolsonaro também teve um almoço com mulheres, organizado pelo Grupo Voto de São Paulo, no hotel ‘Palácio Tangará’, na Zona Sul de São Paulo.

‘Preferem morrer de fome do que derrubar uma árvore’
Em seu discurso, o presidente relacionou a preservação das florestas com a fome no país. “Quando se fala em fertilizantes, nós temos tudo aqui no Brasil, mas também o que tem de gente pra atrapalhar não está no gibi. Questões ambientais… alguns preferem morrer de fome do que derrubar uma árvore, é opção dele, mas não pode ser para o resto do nosso país”, disse Bolsonaro.

No entanto, ao mesmo tempo que a fome cresce no país, o agronegócio bate recordes. Segundo os especialistas, estes dois cenários podem coexistir por alguns fatores.

Por exemplo, o Brasil, apesar de grande na agricultura, foca em algumas culturas específicas, voltadas para a exportação. Um exemplo é a soja – que representa mais da metade da produção de grãos do país e não necessariamente é transformada em alimento para consumo humano.

Além disso, a remuneração pelo cultivo de alimentos no mercado interno tem sido pouco atrativa, mesmo para o pequeno produtor, e a chamada agricultura familiar é responsável por boa parte do que chega à mesa dos brasileiros.

Para o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) no Brasil, Rafael Zavala, o país deixou de priorizar o combate à fome em nível nacional nos últimos anos, levando a uma “cifra assustadora” de insegurança alimentar em todo seu território.

Segundo o mexicano, que ocupa o posto máximo da FAO/ONU no Brasil desde o final de 2018, o problema do Brasil não é de escassez de alimentos como outras partes do mundo, mas sim de desigualdade.

Bolsonaro também falou sobre o encontro com Vladimir Putin, presidente russo, para garantir a venda de fertilizantes ao Brasil. O encontro aconteceu às vésperas do início da guerra com a Ucrânia.

“Três horas de conversa fantástica, interesses mútuos, tudo o que nós conversamos está sendo cumprido, tanto é que quase 30 navios já aportaram aqui depois dessa conversa garantindo insumos para o nosso agro. Imaginem o Brasil reduzindo a sua produtividade por falta de fertilizantes, problemas internos, inflação e quem sabe até mesmo desabastecimento”.

Apesar de grande produtor, o Brasil depende de outros países para tratar o solo com fertilizantes. Cerca de 70% do insumo usado na agricultura vem do exterior e a Rússia é a principal fornecedora.

Neste domingo (24), o Partido Liberal (PL) anunciou oficialmente Jair Bolsonaro como candidato à reeleição à Presidência da República. No evento no Rio de Janeiro, o presidente fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e discursou ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A convenção foi realizada no Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio, e o resultado da aprovação da candidatura, após votação virtual, foi divulgado no ginásio às 11h17.

O general Walter Braga Netto também foi confirmado como vice da chapa do PL.

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